domingo, 5 de agosto de 2018

Coitado do S. Pedro

Oh S. Pedro, como eu te compreendo! Tramaste-me, eu sei, mas já te perdoei. Que confusão deve ir na tua cabecinha, mandaste-nos tempo ameno e todos refilámos, alguns até ajoelharam pedindo chuva, pois a seca era inevitável, as albufeiras estavam vazias, as barragens também, enfim, tínhamos que fazer contenção nos gastos de água. Mandaste chuva, já fora de tempo, mas mandaste, todos reclamámos, pois até as minhas mini férias estragaste. Pedimos tempo bom, sol e calor para umas férias “relaxadas” nas lindas praias do nosso Portugal. Ouviste e mandaste o que pedimos, sol e calor. E agora do que reclamamos?! Agora todos reclamamos o calor intenso, fora do nosso controle. Intenso! Demais! É que assim nem dá para sair de casa. E a praia? Pois é, só mesmo dentro de água. Oh S. Pedro, não queremos tanto calor. Espera, vai devagar, não mandes ainda, chuva e frio, ainda quero passear à beira mar. Coitado do S. Pedro, como eu o compreendo. Maria Antonieta Oliveira AVOZITA 05-08-2018 -

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