quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Chamava-se Maria

Chamava-se Maria, mas não gostava que a chamassem de Maria. Naquela época, eram tratadas por Maria, mesmo que o seu verdadeiro nome, não fosse Maria, as sopeiras, as criadas de servir, as chamadas, hoje, de, empregadas domésticas. Quem a tratava de Maria sabia bem porque o fazia. Era uma forma desprestigiante de a menosprezar. E a Maria que era menina, sentia-o. Sentia-se. Era uma menina introvertida, envergonhada e triste. A menina, a Maria, foi crescendo sempre com a sua auto estima muito em baixo, sentindo-se sempre inferior a quem a rodeava. Desde muito menina que lhe foi incutida essa inferioridade. E a menina cresceu mais e aos poucos foi-se libertando desse sentimento. Custou. Custou-lhe muito mas conseguiu. A Maria menina – mulher, ultrapassou todos os seus receios , tornou-se confiante em si mesma, e hoje a Maria, chama-se MARIA. Maria Antonieta Oliveira AVOZITA 16-08-2018

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