sábado, 24 de março de 2018
III Sarau Poético no Palácio Baldaya
Entre sol e chuva, este sábado amanheceu frio. No entanto, isso não impediu que nos reuníssemos para mais um sarau poético no Palácio Baldaya.
De longe e de perto, quem ama e sente, foi aparecendo. Também há os que amam e sentem, mas, e a vida tem muitos mas, não puderam comparecer à chamada da poesia.
Com a pontualidade que caracteriza os organizadores, começou o sarau. Os agradecimentos, e começou a declamação, hoje, dedicada à mulher.
Houve surpresas, poetas declamando outros poetas (alguns presentes), houve música e cantares, houve fado, houve sorrisos e lágrimas, houve emoção nas palavras dos poetas.
Num ápice, a hora e trinta minutos a que temos direito, passou.
Tal como no início, a pontualidade foi cumprida.
De novo os agradecimentos e, um até dia 7 de Abril.
Pessoalmente, saio sempre enriquecida em palavras e afectos.
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
24-03-2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
Dia da Poesia
Todos os dias são dias de qualquer coisa, dizem que hoje, dia 21 de Março, é o dia da poesia. Decerto foi, para muitos de nós. Eu pessoalmente, fui a um encontro de poetas, numa tertúlia que acontece mensalmente, no SCP, mas hoje foi diferente, não estivemos na sala VIP mas sim, na sala do centro de dia, onde idosos, com mais ou menos, problemas físicos, passam os seus dias. Os dias do resto das suas vidas.
Falou-se, declamou-se, ouviu-se fado, contaram-se anedotas, especialmente de alentejanos, e, os aplausos fizeram-se ouvir e sentir. Sim, eu senti o calor humano daqueles que tiveram uma tarde diferente. No seu local habitual, alguém, nós, lhes levou palavras de conforto, sorrisos de alegria e recordações de antanho, nos fados cantados.
No final, fomos agraciados com Leões de Portugal.
Maria Antonieta Oliveira
21-03-2018
terça-feira, 13 de março de 2018
Gratidão
Quando te convidam para um sarau ou uma tertúlia, tu, vais ou não, consoante a disponibilidade; a distância entre a tua casa e o local onde se irá efectuar; de quem parte o convite e, depois de todos estes itens bem analisados, tomas a tua decisão. Mas, quando te convidam para uma primeira tertúlia em que serás uma das duas principais intervenientes, e a outra, um poeta já bem conhecido na nossa praça, aí, sim, aí tu nem sequer hesitas e de imediato aceitas.
Foi o que aconteceu.
E, numa manhã de sábado, em que a meteorologia previa chuva, o sol brilhou e as palavras soltaram-se como pombas brancas ao encontro da paz.
Maria Antonieta Oliveira
12-03-2018
quarta-feira, 7 de março de 2018
Ilusão
Quando finalmente decidimos abrir os cordões à bolsa, e editamos o primeiro livro, enviamos convites para todos os familiares, alguns nem sequer sabiam que escrevíamos, convites para os amigos, para os vizinhos, só não enviamos para o cão e para o gato, porque lhes está interdita a entrada. Escusado será dizer que a maioria não aparece, alguns nem se dão ao trabalho de responder, no entanto, no dia da apresentação, conseguimos olhar em frente e ver muitas caras conhecidas. E, quando não se vendem os tais cem livros que fomos “obrigados” a comprar, depressa os vendemos, ou oferecemos a quem vai aparecendo e se candidata a um exemplar, e nós, acanhados, lá escrevemos uma dedicatória, e não cobramos, porque afinal, a pessoa até está a ser simpática em querer ler o que escrevemos.
Uns tempos depois, surge a conversa, está na hora de editares o segundo livro, pensas, ponderas e decides, ok, porque não, até nem foi difícil vender os cem do primeiro livro.
Surge o dito, pagas, envias os convites para a malta toda e aguardas, na convicção de que desta vez vão aparecer muitos mais, pois já conhecem a tua obra. Ilusão, ou inocência. Até podemos ter a sala composta, mas, a tia levou a vizinha, a prima levou o namorado, quem nem sequer conhecíamos, e, por aí fora, só metade, ou nem isso, é que compram. Bem, lá vão os restantes dos cem, para a tal prateleira de que já falei numa outra crónica, até os conseguirmos “despachar”.
Ainda há quem insista e persista, na ilusão de um dia vender os tais cem e muitos mais, no dia da apresentação.
Claro que me refiro aos tais autores desconhecidos, que pagam para editar. Evidente que há excepções.
Maria Antonieta Oliveira
07-03-2018
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