sexta-feira, 13 de julho de 2018
Eu e o S. Pedro
Estou desconfiada que o S. Pedro está zangado comigo, sinceramente, não sei o motivo, eu que até o deixei juntar o Inverno à Primavera, na espectativa de um verão risonho.
Mas, o tramado, tramou-me.
Adiei as férias, semana após semana, na esperança de acertar em cheio, nuns dias de sol quente e água límpida (sem ser caída do céu), para poder fazer o gosto ao dedo, melhor, aos dedos, das mãos e dos pés, e dar os meus mergulhos, até ao pescoço, claro, nas águas frias do rio Mira ou do Oceano Atlântico, na sua junção e nessa magia que me envolve e alimenta o espírito, nas praias de Vila Nova de Milfontes.
Mas, o tramado, tramou-me.
Nem sol, nem calor. As manhãs começam com nevoeiro que se vai dissipando ao longo do dia, ou não, depende, mas o sol, continua escondido, envergonhado, sem um sorriso para me animar a alma.
Sabem a melhor, até já pensei fazer uma corrente, dessas que estão na moda, para que o S. Pedro faça as pazes comigo, e quiçá com Portugal e os portugueses, para que possamos dar ao povo e especialmente aos turistas, aquilo que procuram ao visitar-nos, o calor humano e também o calor do sol no seu sorriso aberto. É bom visitar Portugal, para além de não precisarem de ter cursos linguísticos, pois quem os atende, sabe falar a língua deles (os turistas), também não fazem dietas, antes pelo contrário, comem do bom e do melhor, bebem ainda mais, pois a nossa gastronomia e os nossos vinhos, são os melhores do mundo (e arredores), têm um atendimento cinco estrelas (ou mais, depende se o céu estiver, ou não, nublado), por um povo acolhedor, ainda têm um sol maravilhoso e gratuito, sem quaisquer impostos, nem IVA nem nada, absolutamente gratuito.
Enfim!
Estou mesmo triste, então não é que,
o tramado, tramou-me!
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
11-07-2018
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