sexta-feira, 29 de junho de 2018
Egos
Na escrita, como em qualquer outro meio, seja profissional ou apenas um hobby, há os óptimos, os muito bons, os bons, os assim-assim, os nem por isso, os maus, os muito maus e por fim, os péssimos. Isto é a minha visão, e os adjectivos que me surgiram neste momento.
Depois, é vermos um óptimo junto de um péssimo, na mesma partilha de “dons”.
Enquanto o óptimo, por vezes, até com um percurso literário e de vida, reconhecido internacionalmente, quase passa despercebido na sua simplicidade, o péssimo, deambula entre palavras e gostos do Facebook, enaltece o seu próprio “ego”, que até ficamos na dúvida sobre a nossa própria avaliação e de imediato pensamos em comprar algo da sua “obra”, se é que existe, por vezes, não existe, para tirarmos as nossas dúvidas. Se acaso encontramos algo já publicado, nem sempre conseguimos chegar ao fim da leitura, pois a sua “obra” é tão, mas tão, fraquinha, que tentamos de imediato, encontrar outro adjectivo, abaixo de péssimo.
Mas pronto, lá diz o ditado popular
“PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA, CADA UM TOMA A QUE QUER”.
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
29-06-2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Poesia! Poesia?
Poesia! Poesia? Ah, não, eu não gosto de poesia, se fosse um romance…. Esta é uma frase recorrente que se ouve quando se está num stande de uma feira do livro.
Pedra Filosofal e Manuel Freire
Desfolhada e Simone de Oliveira
Tourada e Fernando Tordo
Grândola e Zeca Afonso
Tudo isto é poesia. “Pois, eu gosto de ouvir cantar”.
Há poucos dias assisti a quase três horas de “cantar Pessoa”. Poemas de Fernando Pessoa na voz e viola de Paulo Sanches. Plateia cheia e ninguém arredou pé. No final, o poeta trovador foi aplaudido de pé. Emoções ao rubro. Ouviu-se poesia. Fez-se poesia.
Já disse questionando, ao vivo e a cores, e, se na escola os professores ensinassem poesia, assim, cantando. De certeza que quando adultos a maioria, gostava e comprava livros de poesia. Os nossos poetas merecem.
E se na escola também ensinassem a ler poesia, a sentir o que leem, portanto, a sentir poesia, seria mais fácil para os alunos, adultos do futuro, gostarem de poesia.
Será que os professores sabem ensinar poesia?! Pois, se calhar a maioria não sabe.
E assim se continuará a ouvir:
- Poesia! Poesia? Ah não, eu não gosto de poesia, se fosse um romance….
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
20-06-2018
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Passeio Pela Feira
Desci aquela fila de comes e bebes, misturada com livros de toda a espécie, desde infantis, passando pela ficção, sem esquecer a poesia e também os eróticos.
Editoras e livros misturados com sabores entrelaçados com gente, com muita gente que quase se empurrava para seguir em frente. Raros eram os que paravam e mais raros ainda os que compravam um livro, no entanto, nos espaços das editoras estavam autores de caneta a postos para o primeiro autógrafo.
Também lá estavam os autores conceituados, com nome na praça, esses, alguns, até tinham que usar a caneta e autografar com amizade, quem nem sequer conheciam, apenas naquele momento, tinham adquirido um livro seu, a preço de feira, que para os outros, aqueles que pagam para editar, até era um custo mais baixo que os próprios, os autores da obra, tinham pago pela mesma. Enfim.
Dei a volta, entrei na outra fila e o espectaculo era o mesmo. Editoras, livros, autores, canetas, hamburguers, cerveja, batatas fritas, gelados, uma verdadeira miscelânea de saberes e sabores.
Outra fila e tudo igual.
A antiga feira do livro, onde os livros eram folheados, em que o seu cheiro era saboreado, em que os livros eram escolhidos, e, na maioria das vezes, até eram comprados, já não existe. Foi substituída por gente que passa correndo, de telemóvel numa mão e na outra um shot, ou um cigarro.
Aonde fica a leitura?!
Aonde fica a cultura?!
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
14-06-2018
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Perder Não é Fácil
Quando a revolta se instala por não saber perder, vale tudo.
Inventar, mentindo. Fazer nosso o que é dos outros, e por vezes, ainda os acusar de plágio. Contar, o que não nos contaram, criando inimizades e intrigas. Apoderar-se do que não é seu, por exemplo, ideias, dizendo que é seu por inteiro. Fazendo e desfazendo. Enfim, vale tudo, tudo mesmo. E quando esse tudo não resulta, a revolta aumenta.
Para mim, este tipo de gente, para além de serem pessoas sem escrúpulos, sem nível, sem educação, são pessoas fracas de espírito e inseguras, que quando não conseguem chegar onde sonharam, espezinham os que o conseguem.
Será que chegam longe?! Talvez! Com as suas artimanhas vão longe, pelo caminho, deixam a verdade e a sincera amizade, pois esta, só existe se “fizeres o que eu quero, como eu quero, e, me deres os teus louros como sendo meus”. Para mim, verdadeira amizade é precisamente o contrário, enfim.
Na…. Assim não quero ir longe, quero ficar no meu canto, no caminho da amizade e da verdade.
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
06-06-2018
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Não Gosto De......
Não gosto de gente abusadora e oportunista, especialmente, quando em causa estão os amigos.
Imiscuem-se atentos e disfarçados de simplistas e, os amigos ingénuos, ou talvez não, ensinam o que sabem, contam o que pensam para o amanhã, ajudam de forma a que o outro consigo, o que eles já conseguiram, sempre numa de amizade, enfim, confiam.
Pois é, mas, os tais abusadores e oportunistas, infiltrados, fingidores de amigos, aproveitam-se de tudo o que os outros lhes haviam confiado, na amizade. E, antes que o amanhã dos outros surja, amanhecem eles com esse amanhã, como se a ideia fosse deles. Também a isto se deveria chamar de plágio.
E fazem-no sem qualquer pudor, passando por cima de quem lhes deu a mão.
Não gosto de gente assim.
Não gosto!
Pronto, não gosto!
Maria Antonieta Oliveira
30-05-2018
domingo, 27 de maio de 2018
Amigos do Face
Dois mil e tal amigos no facebook, será que os conhecemos a todos?! Claro que não! Então, porque são tantos? Para que os queremos?
Passo a explicar.
Dos que conheço, uns são familiares, familiares de familiares, ex-colegas de curso, ex-colegas de emprego, ex amores e amores actuais, e depois, amigos e amigos de amigos, onde as palavras se cruzam nos sentires da vida.
Graças a Deus tenho muito bons amigos. E, muitos bons amigos.
A seguir, vêm os amigos chamados de virtuais, porquê tantos? Pelos mesmos motivos já apresentados anteriormente. Amigos de amigos e, aqueles que sentam as palavras nos caminhos partilhados. E quando estes últimos passam de virtuais a reias, em que os olhares escrevem as mesmas palavras, é uma dádiva dos céus.
Por fim, há os oportunistas e também os convencidos. Os oportunistas mal se aceita a amizade, de imediato enviam uma mensagem particular, a “oferecer” os seus serviços, desde dinheiro a outros, sempre com a amabilidade de “ajudar” o novo amigo. Os convencidos, convencem-se mesmo, que são o cavaleiro que há muito se aguardava, para sermos felizes. Convencem-se que são o que não são e que, pelo facto de se estar numa rede social, é apenas e só, porque nos sentimos sós, e precisamos de alguém que nos faça companhia, e, esse alguém, é precisamente, “aquele”. Claro está, que qualquer um destes dois últimos grupos de “amigos” virtuais, deixa de existir logo após a descoberta das suas intenções.
Dos que sobram, e continuam sendo mais de dois mil e tal, há os que interagem e os silenciosos, mas, pronto, está bem, ficam todos.
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
27-05-2018
terça-feira, 8 de maio de 2018
Amizade
Estar com amigos, aqueles amigos que basta um olhar e sentimos que do outro lado temos um ombro, um carinho, um mimo, é um privilégio, uma dádiva, uma bênção.
Nas manhãs de sábado, de duas em duas semanas, tenho sentido essa amizade nos olhares que me rodeiam.
E trocamos palavras em abraços. E abraços em poesia.
E, num ápice, o tempo passa.
Mas, na hora da despedida, todos sabemos que o ombro, o carinho, o mimo, permanecem no sorriso de um olhar.
Maria Antonieta Oliveira
AVOZITA
08-05-2018
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