quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Voltando às Editoras

Entre poetas, escritores e leitores, foi abordada uma questão que, também eu, já questiono há muito. A “rivalidade” entre editoras que puxam a si, autores desconhecidos, pois como já referi na outra crónica sobre editoras, os conhecidos são pagos para publicar, os outros, os desconhecidos, pagam e não é pouco, para terem nas mãos um livro todo ele, escrito por si. Normalmente prometem mundos e fundos: - que o livro vai para livrarias de vários países, que imensas livrarias de Portugal vão ter o nosso livro nos seus escaparates, que receberemos direitos de autor, enfim, prometem tudo e mais alguma coisa. Depois do contrato assinado e pago o excessivo valor acordado, ficamos com cem exemplares do nosso livro, nas mãos, raramente se vendem mais de cinquenta na apresentação do mesmo, os restantes, pois, os restantes ficam na prateleira a apanhar pó, como também foi referido naquela tarde de domingo. O autor ingénuo, procura outra editora que até parece agir de forma diferente, promete menos mas, e vêm outras ilusões, no entanto, a situação vai ser igual ou pior ainda. E, o que faz o autor a seguir? Ou junta uns quantos, muitos euritos e volta a pagar para poder folhear, manusear e cheirar um novo livro seu, cujos restantes irão ficar ao lado dos restantes na prateleira, ou faz como eu faço agora, só voltarei a publicar um livro só meu, se me convidarem a fazê-lo, de borla, claro. Maria Antonieta Oliveira 28-02-2018

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